PRINCESA DO SUL.

PRINCESA DO SUL.
José Osório Filho.
Tira-me o pão e o ar, se quiseres, tira-me o oxigênio e a vida, mas não me tires o brilho da tua existência e o riso leve do teu povo.
Já me tiraram as arvores da Praça Sebastião Martins, que lançava folhas e flores sobre a Igreja São Pedro de Alcântara, só falta tirarem a água que brota das nascentes do Rio Parnaíba. E se isso acontecer, decepa todas as vidas.
Destruíram os jardins da cidade, tudo que era de vegetal foi derrubado. Um animal corta a seiva da existência da vida, eu não sabia que o homem era tão mal, pior do que um bicho irracional.
A minha luta é dura e regresso com os olhos cansados e o corpo adormecido, às vezes por senti que o teu povo não muda de cultura e consciência, mas, quando abrir os olhos, feche os para a ingratidão, tu precisas evoluir por meio de renovação, excluir de vez os que usam a política como profissão e acabar com a famigerada reeleição.
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