Lua ingrata

Na beira do rio
Armei minha barraca
Longe de tudo
Perto da mata
O silêncio reinava
E dali mesmo eu pescava
Esperando a lua
Pra lhe fazer
Uma serenata
Cantei
Declamei
E a lua ingrata
Foi embora
E não me disse nada
Fui atrás dela
Mas ela se escondeu
Eu queria apenas
Um beijo seu
Deixou-me sozinho
Na madrugada
Acendi uma fogueira
Foi mesmo que nada
Sem a beleza da lua
Não tem mais graça
Voltarei outro dia
Minha amada
Para lhe pedir que aceite
Ser minha namorada
Apaguei a fogueira
Deitei-me na barraca
Despertei com o canto
Da passarada
Ainda tenho a esperança
Que a minha lua amada
Venha morar comigo
Na minha barraca
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