Eu sou o Sertão

O sertão sou eu, eu sou o sertão,
e tudo que vive em mim
é o cheiro da terra molhada,
é o canto de um passarinho,
é o cancão acuando
a rolinha no ninho.
É menino de baladeira,
sem pena dos bichinhos...
sou o vaqueiro aboiando
o gado que vem berrando
quando quer comer cedinho.
Sou o mandacaru florando,
anunciando o inverno chegando,
os cabritinhos a correr.
Sou o canto da seriema,
o vento no carnaubal,
o boi lambendo sal.
Sou o saci-pererê,
sou a tramela da porteira abrindo,
o bezerro fugindo
pra ninguém lhe prender.
O sertão é rico, é forte, é resistente,
é a alegria da gente,
é lá que eu quero viver.
Quem vai ao sertão nunca esquece
do povo que ainda padece
e precisa de atenção.
Tudo que eu tenho
eu devo ao sertão —
minha força, minha alegria,
minha eterna inspiração.
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