Boiada

Vejo, na estrada,
A boiada passar,
Deixando a poeira
Espalhada no ar.
O berrante tocando,
O vaqueiro aboiando,
E o gado vai berrando,
Sabendo que não vai mais voltar.
Vou sentir saudade
Da vaca malhada,
Da novinha enjeitada,
Do boi da ponta quebrada,
Manso,
Que eu podia montar.
E para onde vai esse gado?
Vai para o mercado,
Deixar de ser gado
E apenas carne virar;
Carne que alimenta o progresso,
Num retrocesso
Que não pode parar.
E outras boiadas virão,
Até o patrão
Cada vez mais
Rico ficar.
Ele não pensa no gado,
Nem no vaqueiro;
Seu negócio é dinheiro
Para poder esbanjar.
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