Virtus in medio est

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Virtus in medio est
Virtus in medio est (Foto: criação IA)

Meus versos sem facúndia, sem apostasia,

Navegam no oceano sem cataclismo,

Não suponho que tenha algum malabarismo,

Sem o literalismo, engodo e hipocondria.

Minha idiossincrasia não burla a poesia,

Não flerto co’absurdo nem sustento o orfismo,

A exacerbação não me visga o organismo,

Sem exegese alguma a tolher-me a alegria.

Não sou Armengador de poesias apócrifas,

Nem me valho de res ambições apógrafas,

Preciso só do simples dom que me reveste…

Não sou prolixo e corro de blaterações,

Para equilibrar muito bem as emoções,

Disse Santo Agostinho: “Virtus in medio est.”*

*A virtude está no meio