Tarifas de Trump motivam Lula a considerar pronunciamento nacional
Lula ensaia resposta: para agradar a militância sem irritar Washington
Em meio à escalada da crise com os Estados Unidos, o presidente Lula estuda ir à TV em rede nacional hoje, 10, nesta quinta-feira , orientado pela Secom e pelo marqueteiro Sidônio Siqueira . A ideia é transformar o tarifão de Trump em um momento de reafirmação política — ou, quem sabe, de controle de danos embalado em oratória patriótica. Mas a dúvida paira: o pronunciamento será estratégia ou teatro?
Parece que Lula, ao invés de responder à altura ao tarifaço de Trump, está mais preocupado em montar um discurso que não desagrade a CNI, não assuste o dólar e ainda agrade o pessoal do BRICS. O Mercosul? Bem, esse foi pro espaço com Milei jogando gasolina na crise e rindo de longe.
Na falta de aliados regionais, Lula agora ensaia um “pronunciamento firme, porém maduro” — o clássico eufemismo para dizer que vai fazer cara de bravo, mas entregar diplomacia morna. A ideia é dar um recado forte o bastante para animar a militância, mas fraco o bastante pra não assustar Washington.
Enquanto isso, Trump segue disparando provocações, ligando tarifas às decisões do STF, e Lula tenta fingir que tudo é só um mal-entendido comercial. A base petista exige reação, mas o Planalto só entrega PowerPoint, parecer técnico e oração para o lobby americano acordar patriota.
Resta saber se o tal pronunciamento será um grito de independência ou apenas um longo suspiro de impotência institucional. Porque, no fundo, o Brasil não quer retaliação: quer que Trump recue sozinho, e que Milei fique quieto. Difícil é convencer o mundo de que isso é estratégia.