Saudades do Canto do Sabiá

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Saudades do Canto do Sabiá
Saudades do Canto do Sabiá (Foto: Gerado por IA)

Tenho saudades do canto do sabiá,
Que ecoava nas manhãs de chuva.
Quando correr para as biqueiras era um sonho,
E o banho de chuva era uma brincadeira sem fim.

Meu pobre gato, apaixonado pelo sabiá,
Ficava imóvel, ouvindo o seu cantar.
Com o olhar perdido, sonhando com o amor,
Enquanto o sabiá cantava, ele se transportava.

A noite, ele caçava, enquanto o sabiá dormia,
Mas de manhã, lá estava ele, esperando pelo canto de bom dia.
Que o sabiá dava, ao romper da aurora,
E logo depois, de cantar ela partia.

Ele a esperava, dia após dia,
Sem saber por onde ela andava.
Mas sabia que ela voltaria,
E ele estaria lá, esperando pelo seu canto de bom dia.

Mas um dia, ela não voltou,
E o gato ficou em desventura.
Pedindo que ela voltasse,
Mas ela nunca mais voltou, e suas noites ficaram mais escuras.

Eu também tenho saudades,
De acordar todos os dias com o canto do sabiá.
Que me fazia sonhar, que me fazia viver, ouvindo aquela doce melodia,
E agora, sem ele, tudo parece vazio, tudo perdeu a alegria.