Poetastro

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Poetastro
Poetastro (Foto: criação IA)

Diante de uma poesia esquelética,

Onde há essência esquálida e apática,

Desnutrida de regra e de gramática,

Sem cadência, sem tom e sem genética.

.

Nota-se uma jactância propedêutica,

Numa auto suficiência lunática,

Numa descrição tosca sorumbática,

Onde não se ver nada de poética.

.

São as novas nuances assimétricas,

Advindas de sínteses caquéticas,

Que pululam em rés grotas abstratas.

.

No entanto, eu ficarei aqui, estático,

Como um urso polar enigmático,

E não mergulhei em águas putrefatas.