Parada final
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Parada final (Foto: criação IA)
Minha pena de irídio vai pro isolamento,
Com a respiração ofegante e cansada,
O nanquim que escrevia tudo, já não cria nada,
Arrastando-se a cada vez a passo lento.
Esvai-se a tão comum fluidez de pensamento,
Como água em rachadura larga camuflada,
E a inspiração tantas vezes debandada,
Desaparece, tal e qual, nuvens ao vento.
A métrica já não tem a mesma cadência,
Nem a sonoridade cumpre co’a exigência,
Podendo aparecer versos de pés quebrados…
Os versos apresentam a crua flacidez,
E a quentura de antão muda-se em algidez,
Pronunciando o fim dos momentos dourados.