O Velho Monge

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O Velho Monge
O Velho Monge (Foto: gerado por IA)

Lá vai o Velho, de vento em proa

Descendo majestoso, caminho das lagoas

Lá vem o Velho, de vento em popa

Margeando roças, lavando Roupas

Saudando afluentes

Por onde passa, saúda abraça

Reúne águas, depois deságua

Água turva, visão profunda

Água barrenta, rompe, arrebenta

A garça no caminho, voa, saúda

E assenta no ninho

A água no leito, a garça no ninho

O barco no eito, navega retilíneo

Lá vem o Velho, lá vai o Monge

Passa perto, vai pra longe

Alto mar é seu destino

Águas calmas, cristalinas

Águas turvas das salinas