O nascimento da poesia concreta I
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O nascimento da poesia concreta I (Foto: criado por IA)
Para criar um rio, fez um risco no chão,
Caindo do penhasco, fez as cachoeiras,
Enchendo o céu noturno de pontos d'estrelas,
Como pincel usou o indicador da mão.
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Pra brilhar ao dia, fez um lindo lampião,
Para a terra irrigar, nas nuvens pôs torneiras,
Brilha um disco de prata em noites seresteiras,
E do "restin" das águas um mar de amplidão.
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Gêiseres e desertos, oásis, tufões,
Quênios e geleiras, picos e vulcões,
Tem de tudo e além do que você quiser.
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Tem florestas, nevascas, aves de rapinas,
Mamíferos, cavernas, praias e ravinas,
E pra completar a obra Deus fez a mulher.