Justiça do PI em loop? Coronel exonerado, volta...E Rafael observa.

Após ser exonerado, Coronel Carlos Augusto reassume SEJUS PI

A saída e retorno de Carlos Augusto à Sejus revelam estratégia política para defender novo presídio feminino, mas foram ofuscados por polêmica sobre a participação de pessoas com deficiência no concurso da Sejus, gerando crise paralela e desgaste na comunicação institucional.

O ruído gerado por esse debate, que ganhou tração nas redes sociais e entre representantes da sociedade civil, fragilizou a comunicação institucional do governo e deslocou o foco da pauta original — a modernização da política penal feminina. A discussão sobre a aptidão ou não de candidatos com deficiência para assumir cargos no sistema penitenciário, agravada pela falta de posicionamentos claros da Sejus, expôs a falta de sensibilidade e preparo da pasta para lidar com temas de inclusão em concursos públicos. Em vez de consolidar um discurso de avanço e inovação, o episódio repercutiu negativamente, gerando um desgaste político não apenas para a secretaria, mas também para a base aliada do governo na Assembleia Legislativa.

O retorno de Carlos Augusto ao Parlamento nesta última segunda-feria (14)  foi visto como tentativa de reafirmação política no MDB, mas a estratégia perdeu força diante da má comunicação e crise sobre inclusão no concurso da Sejus, gerando críticas à base governista e percepção de instabilidade na gestão.

Diante disso, o retorno de Carlos Augusto à pasta nesta quarta-feira (16) vem carregado de uma nova missão: recuperar o protagonismo da secretaria, restabelecer a confiança pública e oferecer respostas práticas aos impasses em andamento — especialmente os que envolvem o concurso e a política de inclusão. O que poderia ter sido um trunfo político, terminou, no curto prazo, como um revés que exigirá reposicionamento e articulação mais cautelosa nos próximos passos.

A volta do coronel foi estratégica, mas esbarrou em ruídos que enfraqueceram a narrativa de avanço na segurança pública.