Joel redesenha o PP nos bastidores com saída de Aldo Gil na Alepi
Aldo Gil confirma que não será candidato em 2026

Enquanto os olhos do noticiário se voltam para Brasília, o Progressistas (PP) prepara silenciosamente um reposicionamento estratégico no Piauí. Com foco absoluto nas eleições de 2026, o partido movimenta nomes, sela alianças improváveis e aposta na antecipação como tática de sobrevivência.
Entre os bastidores da Assembleia Legislativa, a permanência de Dogim Félix na cadeira de deputado estadual, o retorno de Aldo Gil e a atuação incansável de Joel Rodrigues compõem o tripé de um jogo de bastidores que vale mais do que um mandato: vale território político.
? Dogim Félix: a peça que o PP não negocia
Com 15.084 votos nas últimas eleições, Dogim é mais que um substituto eventual — ele é a aposta da legenda para manter Campo Maior e redondezas no campo azul do PP. Filho do prefeito Joãozinho Félix, Dogim representa continuidade de base, influência local e peso eleitoral de clã.
Enquanto outros nomes flutuam, Dogim se consolida como rosto do partido no norte do estado. E Joel Rodrigues sabe disso.
? Aldo Gil: de fora... ou de volta?
Nas eleições de 2022, Aldo Gil saiu de Picos com 7.875 votos (18,62%) e protagonizou um dos duelos mais acirrados do estado contra o atual prefeito Pablo Santos (MDB). Dois anos depois, ambos estão — surpreendentemente — do mesmo lado da mesa de articulação, com Joel Rodrigues costurando o reencontro.
Apesar de ter anunciado que não disputaria novo mandato, Aldo ensaia retorno. A movimentação sinaliza uma reabilitação partidária e uma possível compensação entre adversários convertidos em aliados.
? Joel Rodrigues: o estrategista silencioso
Derrotado por pequena margem para Wellington Dias em 2022, Joel não se retirou — se reposicionou. Hoje, atua como líder operacional da sigla no estado, com trânsito entre aliados e adversários de ontem.
Sua presença em Picos ao lado de Gil Paraibano e Pablo Santos evidencia o pragmatismo que marca sua estratégia: deixou os palanques de lado para investir em construção de alianças duráveis.
? O fator Thales: a cadeira e o efeito dominó
Dr. Thales, que teve 5.542 votos em Picos, está hoje licenciado da Alepi e atua como secretário de Saúde do município na gestão de Pablo Santos. Sua saída temporária da Assembleia abriu a vaga que hoje é ocupada por Dogim Félix.
Com a possível volta de Aldo Gil, a engenharia da cadeira volta ao centro das decisões do PP. Dogim poderá ser preservado, realocado ou reconduzido — tudo vai depender da habilidade do partido em preservar suas peças sem abrir mão de seus espaços.
? PP mira o Senado em Picos
Em Picos, Joel Rodrigues sabe que tanto Pablo Santos quanto Dr. Thales já têm lado firmado na disputa para o governo estadual, mas a escolha para o Senado ainda está em aberto. E é exatamente nesse espaço que o PP quer atuar.
A articulação mira um entendimento com o grupo de Pablo, agora mais próximo do PP, para consolidar alianças cruzadas: oposição para o Senado e base para o governo. Uma dobradinha pragmática, típica da política do interior piauiense.
O PP não atua no improviso. Mantém Dogim, readmite Aldo, se aproxima de Pablo e observa de perto os passos do governo. No centro de tudo, Joel costura pontes e preserva territórios com olho em 2026.
Como no xadrez, quem move bem o cavalo no início, prepara o xeque-mate com antecedência.