Ilusões

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Ilusões
Ilusões (Foto: Gerado por IA)

Tenho no coração dores latentes,

Que não conto, não falo, nem escrevo,

Angústias opacas, nem me atrevo

A descartar no lixo ou nas torrentes.

.

São agruras noturnas recorrentes,

De guinchados e uivos, grande acervo,

Gemidos propagados para evo,

Um trem em ferrovia sem dormentes.

.

Quantas noites insones percorri,

Parado frente ao riso que não ri,

Numa vã esperança malfadada...

.

São desânimos frouxos doutros dias,

Do pretérito morto em nostalgias,

Lágrimas enxugadas na almofada.