Em Barão de Grajaú, eleição acaba, mas o jogo continua!
MP anula eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal em Barão
Se você achava que novela mexicana tinha trama complicada, é porque não estava acompanhando os bastidores da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Barão de Grajaú. O roteiro, digno de prêmio, tem direito a inscrições duplicadas, parecer do Ministério Público e, claro, aquela pitada clássica de "reviravolta em cima da hora" — tradição local, segundo o veterano Valdeir Moura .
Vamos recapitular para quem piscou e perdeu o capítulo:
No apagar das luzes de 2024, duas chapas surgiram na disputa: uma liderada por Gefferson Reis e outra pelo então presidente Teotônio Costa , que tentava uma reeleição bem à moda da casa — com articulações firmes nos bastidores. O detalhe é que, de maneira um tanto... "confusa", a chapa de Teotônio resolveu se inscrever duas vezes : uma ainda na legislatura antiga, outra já em 2025. E Barão, que não perde uma boa polêmica, claro, não deixaria isso barato.
Resultado? O vereador derrotado, Gefferson, foi pra Justiça, e o Ministério Público já deu parecer favorável a ele. A coisa ficou tão feia que pode sobrar para o presidente eleito, Teotônio Costa, que pode ver seu mandato novo novinho ser anulado. Quem se prepara para calçar as sandálias da presidência é Valdeir Moura , ex-presidente da casa e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça, aquele que já se declarou o "moderador" da turma — ou o bombeiro do incêndio, como preferir.
Inclusive, em entrevista concedida ao Portal Piauí Notícias de Floriano, Valdeir Moura comentou que Barão de Grajaú tem histórico de reviravoltas até instantes antes do pleito , reforçando o clima de expectativa e tensão nos bastidores políticos.
Enquanto isso, os vereadores da oposição, vitoriosos e cheios de moral, desfilam seus novos cargos: Adelson (Bêda) como vice-presidente, Thiago Barros , Valéria Moura , Adilson Lima e Viviane Araújo — os eleitos que, com sua "maioria mágica" de 6 votos, garantiram a virada na Câmara.
Mas como já dizia a sabedoria popular de Barão: "Aqui, a cadeira de presidente só é sua depois da diplomação, da posse, do amém da Justiça e do silêncio do Ministério Público."
Em resumo: até a poeira baixar, todo mundo segue de terno passado e discurso ensaiado... mas de olho no WhatsApp da Justiça!