Édito de Milão

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Édito de Milão
Édito de Milão (Foto: criação IA)

Por trezentos e treze anos a tirania

Se fez autoritária no romano Império,

Grassando o ódio por guetos sem nenhum mistério,

Por todos os lugares a ira bramia.

Um ególatra que ser deus se permitia,

No auge da intolerância vil e despautério,

Abusos, violências, dores, vitupério,

Pelo sadismo errante a todos perseguia.

Impossível não crer que seja um ser digresso,

Ou, quem sabe, por um infernal ser possesso.

Egresso da Geena que Dante falava…

Cristãos em espetáculo cotidiano,

Ardiam em tochas pelo Coliseu romano,

Enquanto Nero ria e a turba gargalhava.

PS.: Nero é responsabilizado pela morte de 7.500 pessoa, entre elas, sua mãe , duas esposas e um meio irmão, além do inominável incêndio de Roma. Suas atrocidades eram de tal monta, que o evangelista São João, cita-o como sendo a famosa Besta do Apocalipse, com a gematria 666.

O Édito de Milão só foi assinado em 13 de junho de 313 pelo Imperador Constantino, acabando, de forma geral, com a intolerância religiosa e pondo fim às perseguições cristãs.

Lamentavelmente, hoje, a perseguição continua, mundo afora, e no Brasil também.