BARÃO EM CRISE: Vereador Valderi Moura quebra o silêncio sobre impasse
Barão de Grajaú.: Justiça anula eleição da Mesa e exige novo pleito

A decisão judicial que anulou a eleição da Mesa da Câmara de Barão não foi apenas técnica — foi um puxão de orelha institucional. O uso de cédulas duplicadas e a violação do sigilo dos votos mostram um amadorismo que compromete a legitimidade democrática.
Ao excluir Valderi Moura da presidência interina — cargo que, por ser o vereador mais idoso, lhe caberia naturalmente —, a Justiça deixou um recado firme: quem conduziu um processo viciado não pode se beneficiar dele. Em seu lugar, foi nomeado o segundo mais velho da Casa, o vereador Pio Rezende, numa escolha que busca neutralidade e sinaliza respeito ao princípio da moralidade administrativa. É um gesto claro de que a confiança no processo democrático precisa ser restaurada com distanciamento dos erros cometidos.
O vereador Gefferson Reis, autor do mandado, emerge como figura central do embate, colocando a legalidade acima da articulação política. O Judiciário e o Ministério Público, ao endossar a denúncia, reforçam o recado: o regimento não é mero adorno — é pilar da democracia local.
MP Anula Eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal em Barão de Grajaú: Entenda o Caso clique aqui
Na última segunda-feira, 05, o discurso moderado de Valderi Moura na crise da Câmara de Barão contrastou com a decisão judicial que o impediu de assumir a presidência interina. Sua exclusão, apesar da retórica de união, expõe a Justiça vendo-o como parte do problema, não da solução, devido a um processo falho anterior. O fosso entre o discurso de estadista e a punição judicial escancara a política local.
Em seu pronunciamento, Valderi Moura reconheceu a legitimidade da Mesa Diretora previamente eleita, integrada pelos vereadores Otoni Costa, Arilson e Pida. Contudo, o vereador ressaltou que "erros processuais levaram à atual situação de interinidade" e defendeu "o cumprimento rigoroso do regimento interno para resolver a questão"
A nova eleição pode ser oportunidade de recomeço, ou só mais um capítulo da novela política baronense. Resta saber se os vereadores entenderam o recado da Justiça ou se continuarão tratando a Câmara como território de interesses pessoais disfarçados de formalidade.