Alô

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Alô
Alô (Foto: gerado por IA)

Quando fico a esperar tua ligação,

Nos instantes sombrios do meu quarto,

De saudades meu peito já está farto,

E sem controle fica a emoção.

Alô, onde estás? Tenho a intenção

De perguntar. Não vês? Quase me mato!

São tantas as saudades que, de fato,

Embargam-me a total respiração.

Alô! Estamos, próximos das vinte

E quatro horas e a dor vem com requinte,

Dizer-me que, hoje, não verei teu rosto…

Eu que tanto te quis o dia inteiro,

Vou dormir abraçando o travesseiro,

Tentando digerir esse desgosto.