Álcool
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Álcool (Foto: criação IA)
Não te maldigo como fazem os ingratos,
Bebo-te por deleite de minha vontade,
Não tenho ocultas dores nem que me aguarde
Amores infiéis, ou de perfis baratos.
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Não te censuraria por toscos aparatos
Se eu os tivesse, não escapo da verdade
Para que caia sobre ti fatalidade
Que nem de longe são teus os débeis fatos.
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Sorvo-te nas cervejas, vinhos e licores,
Nas vodkas, runs, gins, na boca dos amores,
Bebo-te nos quentões, ou onde tu estiveres.
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Quero-te no absinto, tequila e aguardentes,
Nos conhaques, genebras das noites “calientes”,
Bebo-te nas vermelhas bocas das mulheres.