A natureza das coisas
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A natureza das coisas (Foto: Gerado por IA)
A gêmula que não floriu causou lamento,
Não foi polinizada na omissão da abelha,
Causa-me dó a argila que não se fez telha,
E o bolo que murchou por falta de fermento.
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Triste da dolomita que não foi cimento,
Comove-me o gameta tardo sem parelha,
As noites siberiana sem "lençol de orelha",
O rio condenando pelo assoreamento.
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Lamento pelos braços que não abraçaram,
Dos barcos à deriva que não atracaram,
E do carvão molhado que não se fez brasa.
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Choro pelo namoro que virou quimera,
Pela casa em ruínas que virou tapera,
Também pelo tijolo que não virou casa.
Aracaju- Seguinte, 03/ 03/ 202