A dor de um poeta

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A dor de um poeta
A dor de um poeta (Foto: gerado por IA)

Dentro da casca, apenas um podre esqueleto,

Armação que segura a carne magra e morta,

Estourada no peito a frágil veia aorta,

Desidratado igual a Tales de Milleto.

Imagine um triângulo sem um cateto,

Na trigonometria esconsa, oblonga e torta.

Uma soleira velha atravancando a porta,

E um fantasma grunhindo a Chave de um Soneto

É assim que se ver um vate apaixonado,

Quando resolve a musa olhar atravessado,

Sem que em nada se funde o seu comportamento...

É uma dor sem cura atravessando o peito,

Que deixando o sujeito ainda mais sujeito,

Num estado de mórbido recolhimento.