Amor Passageiro

Amor passageiro bateu à porta do meu peito,
Pediu pouso e abrigo numa noite de verão.
Envolveu-me como brisa, trouxe o cheiro das flores,
E ensinou meu coração a sonhar outra canção.
Depois, como o vento, partiu sem se despedir,
Não deixou bilhete, nem me explicou a razão.
Levou consigo o riso, a calma, o meu existir,
Deixando em mim só saudade e interrogação.
Tudo agora é diferente, tudo saiu do lugar,
Aquela brisa suave virou doce furacão.
Revirou meus sentimentos, fez meu mundo balançar,
E o peito, que era casa, virou imensidão.
Meu coração se perdeu, ficou sem sua direção,
Procura nos cantos da noite o rastro do teu olhar.
Mas se um dia voltares, trazendo nova estação,
Prometo abrir a porta... e te deixar entrar.
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