A vida no sertão

Cantou
O guriatã lá no coqueiro,
O sabiá, cá no terreiro,
E o azulão no carnaubal.
Berrou
O cabrito no chiqueiro,
Na caiçara, o bezerro,
E a vaca no curral.
O galo
Despertou na madrugada:
É dia de farinha-da
Na casa de Sandoval.
O mês de junho
Está chegando,
Quem se casa neste ano
Já prepara o enxoval.
Vou comprar uma botina
Pra dançar com Albertina,
Filha de seu Juvenal.
Se ela quiser
Ser minha companheira,
Caso com ela na fogueira —
Nem espero pro Natal!
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