A morte de um sambista
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Partiu o sambista,
Um amigo,
Mais um parceiro.
Deixou o samba triste,
Morre um batuqueiro.
O morro todo se cala,
Só o surdo é quem marca
Nosso samba primeiro.
Nossa escola hoje chora
Por seu companheiro.
O tamborim não tocou,
A cuíca chorou
Com o morro inteiro.
Quando seu corpo chegou,
O desfile parou
E o povo gritou
O seu nome inteiro.
Eu comecei a cantar,
E a escola, ao passar,
Fez o povo lembrar,
Em coro a entoar
Nosso samba-enredo.
Juro que não aguentei,
E até eu chorei
Vendo o seu enterro.
Mas o que me consola
É ver sua glória
Pelo mundo inteiro.
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