A morte de um sambista

Partiu
O sambista
Um amigo
Mais um parceiro
Deixou o samba triste
Morre um batuqueiro
O morro todo se cala
Só o surdo é quem marca
Nosso samba primeiro
Nossa escola hoje chora
Por seu companheiro
O tamborim não tocou
A cuíca chorou
Com o morro inteiro
Quando seu corpo chegou
O desfile parou
E o povo gritou
O seu nome inteiro
Eu comecei a cantar
E a escola ao passar
Fez o povo lembrar
Em coro a cantar
Nosso samba enredo
Juro que não aguentei
E até eu chorei
Vendo o seu enterro
Mas o que me consola
É ver sua glória
Pelo o mundo inteiro
José Paraguassú
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