A ESPERANÇA NA JUSTIÇA HUMANA

A ESPERANÇA NA JUSTIÇA HUMANA.
José Osório Filho
Quando nasci, abracei a esperança, era raquítica e pequena,
assim como meu corpo, mas brilhava em silêncio dentro de
mim, o caráter e a virtude, algo inexistente no mundo que
passei a viver. Vim ao universo com um lume tímido que
acendia caminhos quando meus pés ainda não sabiam
palmilhar?
Cresci com as ideias em meu interior, mesmo sem ter noção
dos meus sentimentos, a sensibilidade rastreava e guardava
no peito, feitos de diferentes pensamentos, entre sons e
imaginações que insistiram em nascer, mesmo no mais áspero
dos desertos.
Quantas vezes a vida soprou ventos contrários e a esperança
quase se perdeu na distância, mas bastava um gesto de amor,
um olhar sereno, um sonho, que muitas vezes encontrei nas
pessoas que viviam abandonadas nas ruas, sem ter uma
palavra de amor, para reacender a chama da vida.
Depois de tantos caminhos seguidos descobrir que a justiça é
injusta, os seres humanos vivem e julgam por conveniência,
apontam o dedo para quem não pode se defender, e condenam
a seu bel-prazer, se esconde atrás de uma mão amaldiçoada,
que cobre o rosto de quem está no poder.
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