A casa dos meus avós
Poesia de José Paraguassú

Quando passo na porta da casa
Que era do meu avô
Lembro da infância que tive
Rica de muito amor
Fui o primeiro neto
Tratado com muito fervor
Minha avó era uma santa querida
Vivia a adivinhar
Tudo que eu queria fazer
Ela não deixava faltar
Leitão assado no forno
Petas na hora do chá
A noite sentada à calçada
Ela ficava a contar
Histórias de Trancoso
Só pra no seu colo eu sentar
Meu avô me levava aos circos
Do mercado me trazia tucum
E dos passeios nas fazendas
Eu não perdia nem um
No São João era uma grande festa
Tinha fogueira ao redor
Vinha boi e reisado
Depois tinha forro
O tempo não volta mais
E nem meus queridos avós
E a casa me da pena, saudade
De vê-la ali triste e só
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