A Cabocla do Ingá.

Tu conhece
a cabocla Ducarmo
que mora no Ingá?
Pois todo sábado ela vai
pra feira
só pra se amostrar.
Pense numa mulher bonita,
com aquele vestido de chita,
que começa a desfilar...
Por onde ela vai passando,
os homens ficam olhando,
tem uns que chegam a babar.
Homem, tu acredita?
É o assunto da feira,
todo mundo quer falar.
As mulheres morrem de inveja,
mas não acham um defeito
pra na Ducarmo botar.
E ela, achando pouco,
numa dessas feiras quis aprontar:
foi na barraca da Rita,
tomou uma lapada de pinga
e começou a dançar.
Aquilo juntou foi gente,
só se via os homens correndo,
cada um querendo
mais perto da moça ficar.
E ela toda se mostrando,
dançando, rebolando,
sacudindo o cabelo
que parecia um formigueiro
quando vai se assanhar.
E o negócio foi esquentando,
mais pinga ela foi tomando,
e o vestido começou a subir...
E os homens tudo alvoroçado,
doido, desesperado,
querendo mais era assistir.
Aí dona Rita acabou com a festa,
disse que sua barraca
era lugar de respeito, de família,
e que não permitia
aquela bagunça ali.
O povo foi se espalhando,
mas até hoje tem homem chorando
com saudade daquela feira...
Porque a Ducarmo sumiu do mapa,
nunca mais deu as caras,
e a feira perdeu a brincadeira.
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