Wagner Moura fala sobre ataques de bolsonaristas e perseguição a jornal inglês

Wagner Moura e Kleber Mendonça denunciam ataques políticos e lembram boicote à cultura no Brasil.
Apaci repudia ataques a Wagner Moura e defende debate sobre PL do streaming no Senado
Apaci repudia ataques a Wagner Moura e defende debate sobre PL do streaming no Senado (Foto: Reprodução)

Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, diretor de "O Agente Secreto", falaram sobre ataques de grupos conservadores ligados a Jair Bolsonaro.

"Kleber e eu estamos sendo atacados no Brasil neste momento. Há matérias dizendo que recebemos milhões de dólares do governo brasileiro", disse Moura, referindo-se a acusações de que teriam usado dinheiro público para financiar "O Agente Secreto". O ator lembrou que os ataques acontecem ainda que "o financiamento para as artes esteja previsto na Constituição brasileira".

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Moura, que concorre ao Oscar de melhor ator por seu papel no filme de Mendonça Filho, indicado a mais três estatuetas -incluindo a de melhor filme- afirmou que seu longa "Marighella", de 2019, foi boicotado pelo governo de Jair Bolsonaro e teve a estreia atrasada em mais de dois anos.

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"Foi cinicamente e não-oficialmente sabotado", comentou Mendonça Filho. "Você não pode lutar contra algo que você não sabe exatamente o que é", completou Moura. "Não foi fácil ser vocal sobre Bolsonaro."

Os dois falaram ainda sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Em 2016, quando Mendonça Filho estreou "Aquarius" no Festival de Cannes, ele e sua equipe protestaram no evento contra o processo movido no Brasil para depor a presidente. Na mesma época, Moura criticava publicamente Sérgio Moro. "Recebi ameaças de morte. Foi pesado", disse o ator.

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