Universitário é preso por integrar esquema de falsificação de atestados médicos

Polícia apreendeu 50 atestados já preenchidos e cerca de 200 que ainda seriam finalizados.
No local, foram apreendidos sete carimbos médicos falsificados, 50 atestados já preenchidos com assinaturas fraudulentas e cerca de 200 documentos em branco prontos para serem utilizados• Reprodução/PCRR
No local, foram apreendidos sete carimbos médicos falsificados, 50 atestados já preenchidos com assinaturas fraudulentas e cerca de 200 documentos em branco prontos para serem utilizados• Reprodução/PCRR (Foto: • Reprodução/PCRR)

Em uma ação da Polícia Civil de Roraima, foi desmantelado um esquema de falsificação e comercialização de atestados médicos em Boa Vista, resultando na prisão em flagrante de um jovem universitário de 32 anos. O rapaz foi encontrado na casa do namorado, um técnico em análises clínicas de 44 anos.

As investigações tiveram início após uma empresária, ao verificar a autenticidade de um atestado apresentado por uma funcionária, descobrir que a assinatura do médico era falsa, em dezembro do ano anterior. A partir dessa denúncia, a Polícia Civil iniciou uma investigação que revelou um esquema criminoso de grande escala.

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Durante a operação, a polícia realizou uma busca na residência do suspeito e apreendeu sete carimbos médicos falsos, 50 atestados já preenchidos com assinaturas fraudulentas e cerca de 200 documentos em branco prontos para serem utilizados. O técnico em análises clínicas permanece foragido.

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Esquema lucrativo

De acordo com o delegado responsável pela Operação Dólon, Guilherme Peres, o esquema vendia até 50 atestados falsificados por mês, com valores que variavam de acordo com a urgência e a proximidade de feriados e finais de semana. Cada atestado falso era comercializado, em média, por R$ 60, prejudicando empresas, o sistema de saúde e comprometendo a credibilidade da classe médica.

Confissão e novas investigações

O jovem universitário detido confessou durante o interrogatório que ele e o namorado estavam envolvidos no esquema há aproximadamente quatro anos. A Polícia Civil está investigando mais de 50 pessoas cujas informações foram utilizadas nos documentos falsificados, visando desarticular completamente a rede criminosa.

 

 

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