UFPI leva diversidade e saberes indígenas para COP30

Segundo a professora Maria do Socorro, iniciativa tem um caráter único por integrar grupo diverso.
Delegação multicultural do Piauí participa da COP30 em Belém com foco na internacionalização da Ciência Indígena
Delegação multicultural do Piauí participa da COP30 em Belém com foco na internacionalização da Ciência Indígena (Foto: Divulgação / UFPI)

Uma comitiva da Universidade Federal do Piauí (UFPI), formada por estudantes e coordenada pelos professores Maria do Socorro e Mairton Celestino, marca presença na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que acontece em Belém, no Pará.

Segundo a professora Maria do Socorro, a iniciativa tem um caráter único por integrar um grupo diverso, incluindo povos indígenas das etnias Gamela, Tukano, Tabajara e Warao, além de quebradeiras de coco babaçu. Estudantes dos campi de Picos e Bom Jesus, juntamente com alunos africanos, bolivianos, venezuelanos e discentes não indígenas, também compõem a delegação. 

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“Essa composição reflete o compromisso da universidade com a diversidade e a transversalidade do conhecimento, assegurando que vozes tradicionalmente marginalizadas sejam ouvidas em um fórum global crucial para o futuro do planeta”, explica a docente.

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Durante o evento, tanto professores quanto estudantes da UFPI apresentarão seus trabalhos na Zona Azul, espaço oficial de negociações da ONU, e na Zona Verde, voltada para a sociedade civil. As apresentações estão centradas no tema “Internacionalização da Ciência Indígena (Brasil-Bolívia)”, englobando os Projetos Abdias Nascimento e outras ações apoiadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), com desenvolvimento e coordenação na UFPI, em parceria com a FADEX/CAPES.

Para o professor Mairton Celestino, a participação na COP 30 transcende os limites acadêmicos. 

“Apesar dos desafios internos, a presença da UFPI no evento vai além da simples apresentação de pesquisas; trata-se de uma missão de diplomacia científica e cultural. Ao integrar conhecimentos tradicionais indígenas ao contexto acadêmico no palco global, a universidade reforça a luta por justiça climática e demonstra que a união de saberes é fundamental para a construção de soluções sustentáveis e equitativas diante da crise ambiental que afeta toda a humanidade”, observa o professor.

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