UFPI e IFPI sofrem por falta de recursos financeiros mesmo após liberação do MEC
As duas instituições estão mantendo os serviços de forma limitada.

Mesmo após o descontingenciamento feito pelo Governo Federal para a Educação, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Instituto Federal do Piauí (IFPI) mantém seus serviços de forma limitada.
Segundo Arimatéia Dantas, reitor da UFPI, os R$ 16,5 milhões liberados pelo MEC (Ministério da Educação) serão suficientes para manter a instituição somente até o final de 2019. Com o dinheiro, serão pagos bolsas de pesquisa dos estudantes, o funcionamento dos restaurantes universitários e a internet usada no campi.
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"Conseguimos fechar setembro sem nenhuma dívida ou obra parada, mas a partir deste mês nós precisávamos desse recurso e aconteceu isso ontem. O ministro da Educação anunciou e foi desbloqueado metade do recurso, dos 30% previstos, que eram R$ 33 milhões, foi liberado metade, R$ 16,5 milhões. Com isso vamos poder fechar o mês de outubro, com todos os nossos compromissos", explicou.

Para o mês de novembro, Dantas espera que mais dinheiro seja liberado, possibilitando o pagamento de serviços terceirizados, conta de energia e material de consumo. Ele ainda destacou que a universidade conseguiu realizar algumas obras durante o ano, mas que a partir de agora não tem mais recursos para investir na ampliação da estrutura da UFPI.
No Instituto Federal do Piauí, a situação é mais delicada e vem sofrendo com o bloqueio desde o início do ano. De acordo com o pró-reitor de administração Paulo Borges, mesmo com a verba liberada, a instituição permanece em seu limite. Ele explicou que o corte feito pelo MEC representou 38% do orçamento do IFPI, impactando diretamente no ensino.
Com o corte dos recursos, as visitas técnicas e aulas práticas deixaram de ser realizadas, permanecendo apenas as aulas teóricas. Segundo Paulo Borges, há uma previsão de que R$ 2 milhões sejam investidos na instituição, mas até o momento não houve liberação de nenhum valor, impedindo que máquinas e equipamentos laboratoriais sejam adquiridos.
“Este ano é um ano perdido, nós simplesmente estamos vegetando, ou seja, apenas administrando contratos de serviços em andamento, como motoristas, vigilância e limpeza.”, declarou.
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