UFPI e IFPI sofrem por falta de recursos financeiros mesmo após liberação do MEC

As duas instituições estão mantendo os serviços de forma limitada.
Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Universidade Federal do Piauí (UFPI). (Foto: Fernando Brito/G1)

Mesmo após o descontingenciamento feito pelo Governo Federal para a Educação, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e o Instituto Federal do Piauí (IFPI) mantém seus serviços de forma limitada.

Segundo Arimatéia Dantas, reitor da UFPI, os R$ 16,5 milhões liberados pelo MEC (Ministério da Educação) serão suficientes para manter a instituição somente até o final de 2019. Com o dinheiro, serão pagos bolsas de pesquisa dos estudantes, o funcionamento dos restaurantes universitários e a internet usada no campi.

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"Conseguimos fechar setembro sem nenhuma dívida ou obra parada, mas a partir deste mês nós precisávamos desse recurso e aconteceu isso ontem. O ministro da Educação anunciou e foi desbloqueado metade do recurso, dos 30% previstos, que eram R$ 33 milhões, foi liberado metade, R$ 16,5 milhões. Com isso vamos poder fechar o mês de outubro, com todos os nossos compromissos", explicou.

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Foto: Fernando Brito/G1Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Para o mês de novembro, Dantas espera que mais dinheiro seja liberado, possibilitando o pagamento de serviços terceirizados, conta de energia e material de consumo. Ele ainda destacou que a universidade conseguiu realizar algumas obras durante o ano, mas que a partir de agora não tem mais recursos para investir na ampliação da estrutura da UFPI.

No Instituto Federal do Piauí, a situação é mais delicada e vem sofrendo com o bloqueio desde o início do ano. De acordo com o pró-reitor de administração Paulo Borges, mesmo com a verba liberada, a instituição permanece em seu limite. Ele explicou que o corte feito pelo MEC representou 38% do orçamento do IFPI, impactando diretamente no ensino.

Com o corte dos recursos, as visitas técnicas e aulas práticas deixaram de ser realizadas, permanecendo apenas as aulas teóricas. Segundo Paulo Borges, há uma previsão de que R$ 2 milhões sejam investidos na instituição, mas até o momento não houve liberação de nenhum valor, impedindo que máquinas e equipamentos laboratoriais sejam adquiridos.

“Este ano é um ano perdido, nós simplesmente estamos vegetando, ou seja, apenas administrando contratos de serviços em andamento, como motoristas, vigilância e limpeza.”, declarou.

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