Uespi desenvolve sistema para tratar água em comunidades rurais do Piauí

Tecnologia da Uespi usa energia solar para purificar água no semiárido piauiense
Pelo menos 30 bairros de Teresina vão ficar sem água no próximo domingo (13); veja quais - (Divulgação/CCOM)
Pelo menos 30 bairros de Teresina vão ficar sem água no próximo domingo (13); veja quais - (Divulgação/CCOM) (Foto: Divulgação/CCOM)

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) está desenvolvendo uma tecnologia que pretende melhorar a qualidade da água consumida por famílias da zona rural do semiárido. O projeto, criado pelo Curso de Química e pelo Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ), atua no Campus Torquato Neto, em Teresina, e recebeu R$ 25 mil do edital Uespi Tech II.

A iniciativa busca oferecer um sistema de tratamento fotocatalítico, utilizando radiação solar direta para desinfetar a água armazenada em cisternas e reservatórios domésticos, alternativa que dispensa produtos químicos e pode ser aplicada em áreas com pouca estrutura.

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Como deve funcionar o sistema

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O professor Geraldo Eduardo, coordenador do projeto, explica que o método será voltado para o consumo humano e animal.

“Nosso objetivo é desenvolver um sistema fotocatalítico que utilize a radiação solar para o tratamento da água destinada ao consumo. Muitas comunidades dependem de água de barreiros ou de caminhões-pipa, frequentemente contaminada. Queremos oferecer uma alternativa que não dependa de hipoclorito de sódio”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o uso inadequado do hipoclorito pode causar intoxicação e não elimina todos os microrganismos, o que mantém o risco de doenças de veiculação hídrica.

Impacto social

O projeto reúne alunos da graduação e da pós-graduação, responsáveis por desenvolver materiais fotocatalíticos, montar protótipos, realizar testes microbiológicos e visitar comunidades que poderão receber os primeiros modelos.

Para o doutorando Renato Sousa, integrante do Green Tech Uespi, participar da pesquisa tem impacto acadêmico e social:

“Buscamos trazer melhorias para regiões onde a distribuição de água potável é ineficiente. Essa tecnologia pode elevar a qualidade de vida das pessoas e fortalecer a atuação científica da Uespi”, disse. 

Quando finalizado, o sistema será instalado diretamente em casas do interior piauiense. A etapa permitirá ajustes conforme as condições de uso real e deve servir de base para disseminar a tecnologia em outras regiões do semiárido brasileiro.

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