Teresina prevê licitação para atualizar Plano Diretor do transporte coletivo

BNDES vai reformular transporte de Teresina e tarifa não deve subir
Ônibus parados no Centro de Teresina
Ônibus parados no Centro de Teresina (Foto: Reprodução/TV Clube)

Está previsto que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realize uma nova licitação para atualizar o Plano Diretor de Transporte de Teresina, a informação foi confirmada pelo prefeito Silvio Mendes. Ele ainda disse que Teresina não deve ter aumento na tarifa do transporte coletivo da capital.

“Não podemos pensar em aumento de tarifa por enquanto. Para fazer evoluir a discussão de que sistema precisamos, vamos ter de atualizar o Plano Diretor. Então vai ter uma licitação para uma empresa que faça a reformulação do transporte coletivo de Teresina. Credenciada pelo BNDES que vai orientar que empresa é essa. Então qualquer coisa que aconteça no transporte público de Teresina eu decidi que vai ser através do BNDES”, explica o prefeito.

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Em novembro do ano passado, Teresina aderiu ao Estudo Nacional de Mobilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), garantindo investimentos para um novo sistema de transporte público na capital.

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O prefeito reforçou que qualquer decisão sobre o transporte público de Teresina será tomada com orientação do BNDES.

Os projetos detalhados devem levar de dois a três anos até chegar ao ponto de lançar novas concessões. Já a implantação prática do novo sistema tem horizonte de cinco anos, segundo o BNDES.

O que está previsto:

Dois corredores de BRT, com ônibus de alta capacidade circulando a cada três minutos;

Prolongamento do VLT até Timon, cruzando a ponte;

Reestruturação completa da rede de ônibus, com novas linhas, revisão de itinerários e reorganização dos alimentadores.

O gerente do Estudo Nacional do BNDES, Rafael Ferraz, declarou em novembro que Teresina tem a pior participação do transporte coletivo entre as 21 regiões metropolitanas estudadas no país, apontando que a mudança é essencial e urgente.

“Só 10% a 15% da população usa ônibus. Isso precisa mudar. Então a gente tem que melhorar isso, por isso que o BNDES se resolveu vir à Teresina e priorizar a cidade como uma das regiões que vai receber essa estruturação de projetos num primeiro momento”, pontuou.

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