Tecnologia ajuda produtores de coco a aumentarem vendas durante o verão

Produtores têm investido em novas tecnologias para aumentar produtividade e garantir abastecimento.
Produtores de coco investem em tecnologia para aumentar a produção e abastecer mercado durante o verão
Produtores de coco investem em tecnologia para aumentar a produção e abastecer mercado durante o verão (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Com a chegada do verão, um dos produtos com maior saída para quem está na praia, curtindo o sol ou dando uma volta no calçadão é a água de coco. É um período bom para os produtores da fruta, que trabalham a todo vapor para abastecer o mercado, principalmente durante a estação mais quente.

Para dar conta da demanda, produtores têm investido em novas tecnologias para aumentar a produtividade e garantir que o produto não falte no mercado.

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Apenas na propriedade do produtor Rodrigo Primo, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, são produzidos três milhões e meio de cocos por ano. O valor total da produção na cidade capixaba chega em R$ 34 milhões.

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O Espírito Santo é o segundo maior produtor de coco-anão do país, atrás apenas da Bahia. Segundo a Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a produção fica concentrada em uma área de 8.488 hectares e se concentra no norte, principalmente nas cidades de São Mateus e Linhares.

Mesmo com números altos, o agricultor apontou que a produção foi menor por causa do impacto da falta de chuvas nos últimos meses de 2024.

"O preço do coco hoje está muito bom devido à baixa produção e devido à demanda que está grande. Como a gente não teve inverno, mas sim altas temperaturas o ano todo, a procura aumentou. Aumentando a procura, aumentou os preços também", destacou o produtor.

Sem um clima ideal, a produção ficou abaixo do potencial real das fazendas. E com temperaturas altas na maior parte do ano, as frutas não se desenvolveram tanto. Mesmo assim, a produção cresceu, devido ao calor, mas como não havia muitas frutas no mercado, o preço subiu. Esse foi o ciclo enfrentado por produtores e consumidores.

Além disso, com as mudanças climáticas, os produtores rurais tiveram que se adaptar para diminuir os impactos. E a tecnologia se tornou uma aliada. Na plantação do Rodrigo, por exemplo, o investimento foi em irrigadores automatizados para os períodos de seca.

"A gente tem feito trabalhos para melhorar o volume de água por planta, porque a sazonalidade está ficando muito alta devido a não sequência de chuvas. A gente não pode parar de produzir. Com essa medida, a gente tem melhorado na irrigação", apontou.

De acordo com a secretaria estadual, a queda na produção de coco já vem acontecendo desde anos anteriores. Em 2022, houve uma diminuição de 14,07% do que no ano anterior.

O Gerles Uliana também é produtor de coco e acredita que a falta de valorização da fruta desanima agricultores.

"O coco nessa média de preço quase que a gente troca para a produção de cebola. Quase que a conta não fecha. Há 15 anos, eu lembro da gente vendendo coco a R$ 1, e até R$ 0,70. E hoje depois de 15 anos o padrão é a mesma coisa, não mudou nada. O produtor de coco só ganha dinheiro no verão, depois fica oito meses às minguas. A gente sempre fica nessa expectativa de sempre querer mais. Produtor de coco sofre muito", contou.

O agricultor tem uma área de 100 mil hectares e acredita que com a queda da produção e o aumento da demanda no verão os preços também devem aumentar.

Ele espera vender a unidade por R$ 1, 30 a mais do que o valor normal, que gira em torno dos R$ 0,70 a unidade.

"Todo verão sobe. De dezembro a abril vende muito, a saída é maior. Aumenta o consumo e o preço sobe porque a gente agora entra na entressafra. Vai diminuindo a safra, vai terminando os cachos maiores. Aí chega o verão, diminui a quantidade de coco na planta e, por isso, sobe um pouquinho o valor. O legal seria se mantivesse o ano todo".

Na Ceasa da Grande Vitória, o preço da unidade do coco-verde era vendido por R$ 2 na última sexta-feira (10). Nas praias, por exemplo, o consumidor pode pagar até R$ 10, dependendo do local.

*Matéria retirada na íntegra do site g1.com

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