Sargento é expulso da PM após furto e processo segue para sanção do governador

Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por furtar um perfume em Teresina.

A Polícia Militar do Piauí decidiu expulsar o sargento Avelar dos Reis Mota, também conhecido como sargento Mota, devido a infrações que incluem o uso de sua posição para benefícios pessoais e a apropriação de bens. Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por furtar um perfume em Teresina.

Conforme detalhou o corregedor da Polícia Militar, coronel Newmarcos Pessoa Basílio, ao g1, a decisão ainda precisa ser enviada para sanção do Governo do Piauí. Além disso, a defesa de Mota tem a oportunidade de recorrer. Enquanto o processo não é finalizado, o sargento mantém suas funções em serviços internos na corporação.

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O documento da polícia destaca que a expulsão se deu por infrações extremamente graves, sendo o furto do perfume uma delas. A condenação ocorreu no dia 15 de outubro pela Vara da Justiça Militar de Teresina.

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O advogado defensor, Otoniel Bisneto, declarou que foi informado da expulsão na quarta-feira (24) e que pretende recorrer da decisão. Ele salientou que um colegiado de oficiais de segurança havia sugerido a possibilidade de aposentadoria para Mota.

Detalhes do furto de perfume

O sargento Mota foi condenado por invadir uma residência em Teresina e furtar um perfume. O incidente ocorreu em 15 de fevereiro de 2023, no bairro Areias, Zona Sul de Teresina. Na ocasião, Mota deveria estar em serviço no bairro Promorar, mas, acompanhado do cabo Wellington da Silva, que dirigia a viatura, foi até a casa da vítima.

Relatos indicam que ele entrou na construção sem autorização, usando uma chave falsa, e levou o perfume. Durante a fuga, tentou danificar a câmera de segurança, mas ao falhar, cortou os fios de energia.

Posteriormente, uma viatura retornou ao local e a vítima informou que um policial encapuzado havia atirado contra a câmera, destruindo-a. Dias após o furto, outros agentes apontaram armas na direção da câmera e efetuaram disparos.

As imagens das câmeras do local e de residências vizinhas foram cruciais para a condenação. O Ministério Público confirmou que Mota invadiu a casa e cometeu o furto. Testemunhas e registros de serviço corroboraram o ocorrido.

A sentença, a ser cumprida em regime semiaberto, incluiu uma agravante por abuso de poder, dado que o crime ocorreu durante o serviço. Os antecedentes criminais de Mota também influenciaram a decisão. Ele poderá recorrer em liberdade.

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