Rendimento de pessoas brancas é 29% maior que o de pretos e pardos no Piauí

Dados do IBGE expõem a forte desigualdade no Piauí, com rendas muito distintas entre grupos sociais.
Palácio da Cidade de Teresina, sede da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), localizado na Praça da Bandeira, 860, no Centro da capital
Palácio da Cidade de Teresina, sede da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), localizado na Praça da Bandeira, 860, no Centro da capital (Foto: Lucas Marreiros/g1)

A população branca, idosa e masculina registrou o maior rendimento no Piauí em 2024. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados apresentados também mostram que o Piauí é o estado mais desigual do país quando se trata de rendimentos. 

O levantamento mostra que os homens no estado receberam rendimento médio do trabalho de R$ 2.254, valor 19% superior ao obtido pelas mulheres, cujo rendimento foi de R$ 1.886.

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Quanto à raça e cor, a população branca apresentou maior rendimento, de R$ 2.704, o que representa 29% a mais do que a população preta e parda, que recebeu em média R$ 2.094.

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Em relação à faixa etária, a população idosa, com 60 anos ou mais, apresentou rendimento médio de R$ 3.167, recebendo 110% a mais do que o grupo com menor rendimento, formado por pessoas de 14 a 29 anos, cuja renda foi de R$ 1.504.

As demais faixas etárias apresentaram os seguintes rendimentos: de 30 a 49 anos, R$ 2.160; e de 50 a 59 anos, R$ 2.285 — valores ainda distantes do rendimento da população idosa.

No Brasil, a população idosa também foi a que apresentou o maior rendimento médio do trabalho, de R$ 3.561, sendo 68% superior ao observado entre pessoas de 14 a 29 anos, cuja renda foi de R$ 2.125. As demais faixas etárias tiveram rendimento médio mais próximo ao da população idosa: 30 a 49 anos (R$ 3.441) e 50 a 59 anos (R$ 3.461).

Piauí é o estado mais desigual do Brasil

O gráfico divulgado pelo IBGE mostra que os 10% mais ricos do estado, cerca de 133 mil pessoas, tiveram rendimento médio de R$ 9.628. Já 40% da população com menor rendimento, cerca de 523 mil pessoas, receberam em média R$ 608. A diferença mostra que a renda dos mais ricos é 15,8 vezes maior que a dos mais pobres, colocando o Piauí como a maior razão de desigualdade entre todos os estados do Brasil, segundo a SIS/IBGE.

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