Reajuste do salário mínimo deve custar R$ 109 milhões aos municípios do Piauí

Reajuste do mínimo deve custar R$ 109 milhões às prefeituras do Piauí
Dinheiro
Dinheiro (Foto: Marcello Casal Jr / Agencia Brasil)

O reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621 em 2026 deve gerar um impacto direto de R$ 109,08 milhões nas contas das prefeituras do Piauí, segundo projeção da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O valor representa o aumento anual nas despesas de pessoal ativo dos municípios piauienses em razão da elevação do piso salarial.

De acordo com o estudo técnico divulgado pela entidade, o salário mínimo passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103, equivalente a 6,79%. Embora o reajuste tenha validade legal a partir de janeiro, o impacto financeiro para os cofres municipais começa a ser sentido a partir de fevereiro, com o pagamento da primeira folha salarial do ano.

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No caso do Piauí, a CNM identificou que 53.913 servidores municipais recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo, o que representa 2,6% do total nacional nessa faixa salarial. Esse grupo é diretamente impactado pelo reajuste, já que seus vencimentos estão atrelados ao piso nacional.

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Esses dados foram calculados com base nos microdados da RAIS 2023, considerando apenas vínculos ativos da administração pública municipal. O estudo inclui, além do salário-base, os efeitos do 13º salário, férias e encargos patronais, o que amplia o impacto final sobre as despesas das prefeituras.

Municípios pequenos são os mais vulneráveis ao impacto

A CNM alerta que o reajuste do salário mínimo não afeta os municípios de forma homogênea. As cidades de pequeno porte, que concentram maior proporção de servidores com salários próximos ao mínimo, tendem a sentir o impacto de forma mais intensa em relação à sua capacidade financeira.

O estudo reforça que os gestores municipais precisam incorporar o novo valor do salário mínimo aos cálculos orçamentários e observar rigorosamente os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Municípios que ultrapassarem 54% da Receita Corrente Líquidacom gastos de pessoal entram em alerta, e acima de 60% ficam sujeitos a sanções, como a proibição de reajustes e novas contratações.

A CNM recomenda a revisão das projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), além da adoção de medidas de controle e eficiência fiscal para absorver o impacto do reajuste sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

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