Piauiense denunciou agressões antes de ser morta e ter corpo colocado em mala
Suspeito confessa crime após provas revelarem ocultação e violência doméstica

Atílio Ferreira da Silva, preso na terça-feira (09) em Praia Grande, São Paulo, por suspeita de assassinar a piauiense Jane de Araújo Lima, de 46 anos, confessou o crime à polícia. As investigações apontaram que o suspeito permaneceu por uma semana com o corpo da vítima dentro da residência até o ocultar em uma mala e abandoná-lo em um terreno próximo à casa onde eles viviam.
O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, Luiz Ricardo Lara Dias, explicou que, após identificar a vítima por meio de exame papiloscópico — análise das digitais feita pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt —, a polícia conseguiu desenvolver todo o trabalho investigativo e traçar a cronologia do crime.
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“Na confissão o suspeito remonta a uma briga acalorada que ele teve com a vítima na quarta-feira, 27 de agosto, culminando com os golpes de faca e a morte. Desde então, até o dia 2 de setembro, esse corpo permaneceu na casa do casal e só no dia 2 ele foi colocado dentro de uma mala e ocultado em um terreno baldio próximo à casa do casal”, explica.
A polícia também constatou que Jane de Araújo já havia registrado boletim de ocorrência por agressões e ameaças sofridas no ambiente doméstico. No imóvel do casal, foi realizado exame com uso de luminol, que revelou marcas de sangue em um dos cômodos. O fato indica que o suspeito lavou o local na tentativa de esconder o crime. Depois de ocultar o corpo, Atílio vendeu todos os móveis da casa.
“A identificação do corpo foi o que subsidiou as diligências de campo para encontrar sua residência, os seus familiares, que foram colhidas, essas provas testemunhais e circunstanciais que apontaram exatamente esse relacionamento conflituoso entre a vítima e seu companheiro. Ele vendeu todos os móveis da casa, foi até São Paulo, se encontrou com uma das suas filhas que reside em Praia Grande, ficou na casa dela e decidiu ir até a delegacia procurar informações sobre a morte da companheira, mas em nenhum momento se dizendo autor. Só depois da demonstração de toda apresentação de provas ele confessou", explica o delegado.
Ao confessar, o suspeito foi levado até a residência onde vivia com a companheira e apontou onde estava a arma do crime. A faca utilizada foi encontrada entre os muros da casa do casal e a do vizinho, onde havia um espaço. Segundo o delegado, ao indicar o local exato, Atílio demonstrou arrependimento.
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