Piauí procura quinze suspeitos de violência doméstica que estão foragidos
Além dos suspeitos que não foram localizados, outros 57 agressores encontram-se presos.
Quinze homens investigados por crimes de violência doméstica e familiar contra mulheres estão foragidos no Piauí, conforme levantamento do Tribunal de Justiça do Estado (TJPI). As informações foram obtidas com exclusividade pela TV Clube.
Além dos suspeitos que não foram localizados, outros 57 agressores encontram-se presos. Desse total, 16 já tiveram condenação definitiva, dois aguardam o julgamento de recursos e 38 estão detidos de forma preventiva. O TJPI informou ainda que 13 homens cumprem penas alternativas, como recolhimento domiciliar e prestação de serviços à comunidade. Ao todo, 42 investigados ou condenados são monitorados por meio de tornozeleira eletrônica.
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O perfil etário dos presos aponta que 37% têm entre 30 e 40 anos, enquanto 29% estão na faixa de 40 a 50 anos. Até o fim de 2025, os juizados da capital receberam cerca de 500 novos processos relacionados à violência contra a mulher. Nesse período, 1.330 ações foram julgadas e outras 1.058 finalizadas.
Proteção, punição e reeducação
Para a juíza Junia Maria Feitosa, da 4ª Vara Criminal de Teresina, o aumento na concessão de medidas protetivas está diretamente ligado à maior conscientização das mulheres sobre os mecanismos de denúncia disponíveis.
“O acesso à informação e a criação de diversos canais têm mostrado às mulheres que existem espaços seguros para denunciar”, pontua a magistrada.
Dados do Ministério Público do Piauí indicam que 80% das vítimas não possuíam medidas protetivas no momento em que sofreram as agressões. Na maioria dos casos, foram registradas lesões físicas, ameaças e violência psicológica.
A promotora Amparo da Paz avalia que as sanções previstas em lei, por si só, não são suficientes para coibir a reincidência. “É necessário investir na educação desde a infância e na reeducação dos homens. Apenas a punição não resolve o problema”, afirma.
Já o psicólogo Alexandre Coimbra defende que a reeducação masculina deve partir do reconhecimento da vulnerabilidade e da escuta ativa das mulheres. “O homem não precisa exercer domínio o tempo todo. Relações podem ser construídas com colaboração, diálogo, troca e aprendizado mútuo”, destaca.
Como fazer uma denúncia?
- “Ei, Mermã, Não se Cale” (24h): telefone 0800 000 1673;
- Central Nacional (24h): telefone 180;
- Polícia Militar: telefone 190;
- Guarda Civil Municipal (Teresina): telefone 153
- Casa da Mulher Brasileira (Teresina): telefone (86) 99412-2719;
- BO Fácil: telefone 0800 086 0190.
Todos os canais abrangem os 224 municípios do Piauí, com exceção da Casa da Mulher Brasileira e da Guarda Municipal de Teresina.
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