OAB aciona Justiça para exigir retomada do tratamento de câncer pela FMS

OAB pede fiscalização para evitar novas suspensões no tratamento.
OAB-PI
OAB-PI (Foto: Reprodução Internet)

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Piauí), Raimundo Júnior, confirmou na manhã desta sexta-feira (25) que vai acionar a Justiça do Piauí para que a Fundação Municipal de Saúde (FMS) restabeleça imediatamente o tratamento de pacientes com câncer no estado. Mais de mil pacientes estão com atendimentos suspensos no Hospital São Marcos, a entidade de maior referência no tratamento oncológico do Piauí.

A Ação Civil Pública será ajuizada na Vara dos Feitos da Fazenda Pública em Teresina. 

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O presidente ressaltou que está em risco vidas e que pacientes  com câncer não podem esperar. Raimundo Júnior informou que a ação pede um prazo de 48 horas para que a FMS faça um plano de contingência para os próximos seis meses para evitar outras suspensões no atendimento. 

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“É um problema grave, sério, urgente, que precisa ser resolvido. Questões de natureza administrativa ou burocráticas não podem impactar no acesso à saúde e no restabelecimento de um tratamento tão importante como o oncológico. Neste momento a Ordem está preocupada com acesso à saúde, com o restabelecimento dos tratamentos e com a vida, é uma questão humanitária. Sobre a natureza contratuais elas devem ficar para um segundo momento, com uma análise mais técnica. O que nós precisamos nesse momento é que haja o pronto restabelecimento do tratamento de todos os pacientes oncológicos no estado do Piauí”, disse o presidente da OAB. 
 

A suspensão no tratamento tem causado revolta e desespero por parte dos pacientes e familiares. 

Em nota, o Hospital São Marcos afirmou estar enfrentando uma grave crise de financiamento, agravada por um atraso de 19 meses nos repasses contratuais da Prefeitura Municipal de Teresina. 

Na Ação Civil Pública, a OAB solicita que as instituições como Ministério Público Estadual, Federal, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Contas da União criem mecanismos de controle para que fiscalizem e evitem novas suspensões de recursos. 

“Na ação, o nosso maior argumento é o acesso à saúde, que é um direito fundamental e uma garantia constitucional. Todo tratamento oncológico envolve desde o momento que se conhece a doença, uma agilidade nesse sentido, e a ausência dele impacta na vida de qualquer paciente oncológico. Eu tive uma mãe que faleceu de câncer e eu sei bem como é o dia a dia de um tratamento oncológico e mais, como isso pode impactar na vida de qualquer cidadão e cidadã que tem essa doença”, disse o presidente. 

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