No Mês das Noivas, Jessica e David florescem no amor a dois

Entre símbolos antigos e fé popular, maio se consagra como tempo de união
Ela disse sim. Ele sorriu. E o mundo inteiro ficou mais bonito naquele instante.
Ela disse sim. Ele sorriu. E o mundo inteiro ficou mais bonito naquele instante. (Foto: Reprodução)

Maio floresce com mais do que só as estações. Carregado de simbolismos antigos, ele ainda é lembrado como o Mês das Noivas. Uma tradição herdada da Europa, onde maio marcava a chegada da primavera, época associada à fertilidade e aos bons presságios. A Igreja Católica, mais tarde, reforçou a mística do mês ao dedicá-lo à Virgem Maria. E, assim, o quinto mês do ano ganhou o véu simbólico do amor eterno.

No Brasil, mesmo sem primavera nessa época, a simbologia ficou. E, para a jornalista Jessica Lia, de 24 anos, maio tem agora um novo sentido: é o mês do seu casamento com David Lucas — uma história que, por si só, parece ter saído de um roteiro romântico com pitadas de comédia, fé e amizade.

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Entre detalhes e votos, nasce um novo capítulo da vida a dois.
“Eu e meu noivo nos conhecemos no festival de cachorro-quente da igreja dele”, conta Jessica, rindo. “Ele me convidou e eu fui. Aí viramos amigos durante uns três meses. Foi quando ele me pediu em namoro.”

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Foto: ReproduçãoEntre detalhes e votos, nasce um novo capítulo da vida a dois.
Entre detalhes e votos, nasce um novo capítulo da vida a dois.

O amor dos dois não demorou a se revelar — e, com dois meses de namoro, David fez o primeiro pedido de casamento. Eles decidiram esperar dois anos para realizar o sonho da festa. E, ao fim desse tempo, o pedido oficial veio — com direito a surpresa, decoração e lágrimas.

“A gente tinha combinado de sair aquele dia, mas ele recebeu uma ligação inesperada da chefe. Fomos até o Fran Bistrô, onde ele trabalha. Uma das filhas da chefe dele me chamou até uma sala privada que tem no café… Quando entrei, estava tudo decorado, um pedido lindo, muito especial e romântico.”

Jessica nunca tinha pensado em se casar com tanta convicção antes. “Eu só tive essa sensação quando conheci o meu noivo”, diz. “Quando se encontra a pessoa certa, a gente tem certeza. Quando se ama alguém, pra que esperar?”

A decisão não surpreendeu quem conhecia o casal. Com dois anos de relacionamento, o amor entre eles já era público — e querido. “Todo mundo se conhece, todo mundo se gosta. Ele é o tipo de pessoa que todo mundo gosta dele. A família ficou um pouco assustada pela nossa idade, mas ficaram felizes pela nossa decisão.”

Mesmo com o amor transbordando, a caminhada até o altar não foi simples. Jessica e David optaram por fazer um casamento mais simples, mas isso não impediu o cansaço — ou a beleza da união.

“Organizar o casamento foi difícil. Não tive cerimonialista. Mas minha mãe, a mãe dele, nossas famílias, amigos, padrinhos, damas… todo mundo ajudou. Foi muito cansativo, mas também muito mágico. Todo mundo deu o máximo por esse dia.”

Durante a infância, Jessica sonhava com um casamento mais tradicional. Mas, crescendo, a realidade financeira e a vida foram moldando o sonho. “É tudo muito caro. E eu nem tinha tanta visão disso… até conhecer o amor da minha vida. Aí passou a fazer sentido.”

Um dos momentos mais difíceis foi montar a lista de convidados. “A gente sempre foi de muitos amigos e tem famílias grandes. Mas casamento é algo muito caro, então escolhemos quem realmente fez parte da nossa caminhada.”

E por que maio? Se já era um mês tradicionalmente mais caro, por que se juntar à fila das noivas de maio? A resposta é inusitada — e apaixonada.

“A gente queria se casar no dia 15 de maio porque nossos casais favoritos da ficção se casaram nessa data. Chandler e Monica, de Friends, e Jake e Amy, de Brooklyn Nine-Nine. Friends é minha série favorita, Brooklyn é a dele. Mas a igreja que escolhemos não permitia casamento nesse dia por conta do culto. Então nos casamos dois dias depois, dia 17 de maio.”
 

Foto: Reprodução/redes sociaisFriends/ b99
Friends/ b99

Mesmo conscientes do custo maior por casar em maio — e em meio ao mês das mães — o casal seguiu firme no plano. Fizeram orçamentos, se organizaram com antecedência e contaram com apoio. Mas sentiram no bolso.

“Maio é o mês das noivas e das mães, e isso dificultou bastante. Os preços estavam bem mais altos, os prazos mais apertados… Mas conseguimos fazer quase tudo com três meses de antecedência, e isso ajudou um pouco. Mesmo assim, ficou bem mais caro do que seria em outra época.”

Foto: ReproduçãoEntre encontros, risos e planos, nasceu uma história que agora ganha um novo capítulo: o casamento.
Entre encontros, risos e planos, nasceu uma história que agora ganha um novo capítulo: o casamento.

Apesar disso, a escolha do mês foi simbólica e gratificante. Jessica fala com carinho sobre participar, agora, dessa tradição que atravessa gerações.

“É muito legal parar pra pensar que a gente faz parte de uma tradição de pessoas que se casaram em maio.”

Assim, o casamento de Jessica e David não é apenas mais um na estatística do mês. É uma celebração de amor jovem, construído com fé, amizade e admiração mútua. Um amor que começou entre amigos num festival de cachorro-quente, ganhou fôlego em três meses e criou raízes em dois anos de espera.

Agora, floresce em maio — o mês em que as histórias de amor não só acontecem, mas também fazem história.

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