Mulheres piauienses ganham R$ 400 a menos que homens, aponta IBGE

Valor representa uma diferença de quase 17% entre os salários.
No Piauí, mulheres recebem quase R$ 400 a menos que os homens, revela IBGE - (Marcello Casal/ Agência Brasil)
No Piauí, mulheres recebem quase R$ 400 a menos que os homens, revela IBGE - (Marcello Casal/ Agência Brasil) (Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil)

No Piauí, a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste, mesmo em 2025, refletindo disparidades econômicas e estruturais. O IBGE divulgou dados alarmantes nesta quinta-feira (08) revelando que as mulheres recebem em média quase R$400 a menos que os homens no estado.

De acordo com a pesquisa PNAD Contínua, em 2024, os homens no mercado de trabalho piauiense tinham um rendimento médio de R$2.360, enquanto as mulheres recebiam, em média, R$1.697. Isso representa uma diferença de quase 17%, equivalente a R$393. Além disso, a progressão salarial das mulheres foi menor, com aumentos significativamente menores se comparados aos dos homens.

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O rendimento médio também varia de acordo com a faixa etária. Jovens piauienses entre 18 e 29 anos apresentavam o menor rendimento, cerca de R$1.576 em 2024, enquanto aqueles de 60 anos ou mais recebiam em média R$3.207. Conforme a idade avança, o rendimento proveniente do trabalho aumenta no estado.

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A pesquisa do IBGE também revela que mulheres pretas ou pardas no Piauí tendem a receber ainda menos do que mulheres brancas. Enquanto as brancas tinham um rendimento médio de R$2.913, as pardas recebiam em média R$2.062 e as pretas apenas R$1.870, refletindo desigualdades étnicas significativas no estado.

Apesar das disparidades, a pesquisa aponta para uma evolução nos rendimentos: a população preta foi a que teve o maior crescimento entre 2012 e 2024, seguida pela população branca. Já a população parda teve o menor crescimento no rendimento do trabalho no mesmo período.

O IBGE destaca um aumento significativo no número de piauienses com alguma fonte de rendimento, atingindo 64,2% da população em 2024, um recorde desde 2012. Isso demonstra um avanço na disponibilidade de renda para a população do estado, com um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores.

 

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