Mulher esfaqueada pelo ex-marido critica tempo de condenação

O crime ocorreu no bairro Parque Piauí, Zona Sul de Teresina, em 7 de dezembro de 2023.
Mulher esfaqueada pelo ex-marido critica tempo de condenação.
Mulher esfaqueada pelo ex-marido critica tempo de condenação. (Foto: Reprodução)

Joana Darck Alencar, vítima de tentativa de homicídio após ser esfaqueada oito vezes pelo ex-marido, expressou sua insatisfação com a condenação de 10 anos de prisão dada a Eduardo Alves da Luz. O crime ocorreu no bairro Parque Piauí, Zona Sul de Teresina, em 7 de dezembro de 2023, e foi capturado por câmeras de segurança. As informações são do g1.

Para Joana, a sentença foi insuficiente.

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"Achei muito baixa a condenação daquele monstro, só Deus sabe os traumas que ele me fez",

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declarou ela, destacando o impacto duradouro que o ataque teve em sua vida. Por conta do ocorrido, Joana precisou mudar de casa e não vive mais com a mãe e seus filhos.

A defesa de Eduardo tentou argumentar que o ataque se enquadrava como lesão corporal leve, uma afirmação que Joana rejeita veementemente. "Não foi lesão corporal leve... Eu quase morro, tenho traumas pela vida toda", afirmou, ressaltando a gravidade das agressões que sofreu.

Eva Alencar, mãe de Joana, acompanhou o julgamento e revelou que sua filha se mudou para outro estado após enfrentar crises de pânico intensas.

"A minha filha, de vez em quando, lá longe, liga para mim e diz que não está bem... só quero que ele pague por tudo",

disse Eva, evidenciando o sofrimento contínuo de Joana e a separação que o crime causou na família.

Prisão e investigação

Eduardo foi detido em 12 de dezembro de 2023, cinco dias após o ataque, e se entregou ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Teresina. Durante a investigação, a delegada Nathália Figueiredo, da Delegacia de Feminicídio do DHPP, destacou que Joana já havia denunciado o comportamento abusivo do ex-marido, sem que ele tivesse respondido às convocações policiais.

O caso ganhou contornos de feminicídio, pois, embora tenha ocorrido antes da lei que tornou o feminicídio um crime autônomo, sancionada em outubro de 2024, o júri popular reconheceu a qualificadora. Uma colega de trabalho de Joana também relatou que a vítima havia confidenciado sobre o relacionamento abusivo e a separação antes do ataque.

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