Marinha testa drone kamikaze em exercício destinado a proteger a Amazônia
Operação Atlas destaca inovação com drone kamikaze

A Marinha do Brasil realizou na terça-feira (11) um teste inédito com seu primeiro drone kamikaze durante a Operação Atlas, destinada à proteção da região amazônica. Este exercício militar, que ocorre ao longo da semana, marcou a introdução de uma aeronave capaz de se autodestruir ao atingir alvos inimigos, uma inovação nas Forças Armadas do país.
Desenvolvido por militares do Batalhão de Combate Aéreo, o drone kamikaze representa um avanço nas estratégias de defesa. Até então, drones eram utilizados apenas para operações de inteligência, vigilância e reconhecimento. A Marinha destacou que a utilização dessa tecnologia é "inédita" no Brasil.
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O novo drone possui 1,64 metro de envergadura e uma fuselagem de 65 centímetros, capaz de alcançar distâncias de até 5 km, com autonomia de voo de 25 minutos. Equipado com uma carga explosiva, ele pode destruir veículos e aeronaves, similar aos drones que ganharam notoriedade na guerra da Ucrânia.
Exercícios no Campo de Instrução
A Operação Atlas, apesar do foco na Amazônia, está sendo realizada no Campo de Instrução de Formosa, Goiás. Durante o evento, além do drone kamikaze, também foram testados outros equipamentos militares como o míssil antiaéreo Mistral e metralhadoras .50, ampliando o escopo do treinamento.
A Marinha anunciou ainda que serão realizados nove disparos do míssil anticarro 1.2 AC MAX, armamento que foi incorporado aos Batalhões de Infantaria de Fuzileiros Navais em junho. Este míssil possui um alcance de até 2 quilômetros e é capaz de perfurar mais de 300 milímetros de blindagem, atingindo velocidades de 240 metros por segundo.
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