Influenciados Hytalo Santos é condenado por exploração de adolescentes

Seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu uma pena de 8 anos e 10 meses.
Influenciados Hytalo Santos é condenado por exploração de adolescentes
Influenciados Hytalo Santos é condenado por exploração de adolescentes (Foto: Hytalo Santos, Reprodução/Instagram.)

A Justiça da Paraíba sentenciou o influenciador Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão pela produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu uma pena de 8 anos e 10 meses. A notícia foi divulgada pelo G1.

Além das penas de regime fechado, o juiz determinou que o casal pague uma indenização de R$ 500 mil por danos morais. A decisão também manteve a prisão preventiva dos dois, justificando que os motivos que levaram à custódia cautelar ainda são válidos.

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Conforme o magistrado, o casal promovia atividades com adolescentes em um ambiente que simulava um "reality show". Nesse contexto, os jovens eram expostos a situações inadequadas para sua idade, incluindo o fornecimento de bebidas alcoólicas, além de deficiências na alimentação e frequência escolar.

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O caso ganhou destaque nacional após o youtuber Felca publicar um vídeo em agosto de 2025, denunciando a adultização dos menores nas redes sociais. Hytalo, famoso por produzir realities com jovens, enfrentou críticas por incentivos a relacionamentos e cenas sexualizadas.

A defesa de Hytalo e Israel anunciou que recorrerá da decisão. O advogado Sean Kompier Abib alegou que a sentença se baseou em "opiniões pessoais", desconsiderando provas do processo, e classificou a decisão como "preconceituosa e discriminatória".

Detidos em São Paulo no dia 15 de agosto de 2025, Hytalo e Israel foram transferidos para João Pessoa, onde estão presos desde 28 de agosto. O Tribunal de Justiça da Paraíba deve analisar, na terça-feira (24), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

O casal também enfrenta acusações na Justiça do Trabalho por tráfico de pessoas para exploração sexual e submeter vítimas a condições análogas à escravidão.

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