Horta comunitária gera renda e autossustento para famílias da Vila Ferroviária

Horta comunitária na Vila Ferroviária promove renda, integração e sustentabilidade
Horta comunitária na Vila Ferroviária promove renda, integração e sustentabilidade
Horta comunitária na Vila Ferroviária promove renda, integração e sustentabilidade (Foto: Ascom)

A prática de atividades em comunidade que geram renda e permitem o autossustento são indispensáveis para a transformação social. Na Vila Ferroviária, no bairro Ilhotas, um projeto social que conta com participação de moradores, associação de mulheres, alunos e professores garante a possibilidade de integração social, consumo de produtos orgânicos e impacta favoravelmente o incremento da fonte de renda. Ao todo, 10 famílias atuam na manutenção da horta comunitária que fica localizada no terreno da Associação de Mulheres do bairro Ilhotas e, vale dizer, o impacto dessa ação é bem mais ampla, pois envolve toda a comunidade.

Por meio de parceira social com o Escritório Modelo do curso de Arquitetura e Urbanismo de uma faculdade particular, o projeto é executado com foco na promoção do bem-estar, capacitação contínua e apoio orientativo às famílias que efetivamente atuam nos canteiros da horta. Ao longo da execução do projeto, os alunos e professores, em parceira com os moradores, realizaram ações sociais com foco na arrecadação de renda para melhorar a estrutura dos muros, do terreno em que está localizada a horta e demais aspectos indispensáveis para o pleno funcionamento da iniciativa. Além disso, tudo, oficinais sobre compostagens, bate-papo sobre sustentabilidade, meio ambiente, condução de negócios e práticas integrativas foram realizadas pelas equipes do Escritório Modelo.

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Atualmente, a horta comunitária já tem funcionado efetivamente com a intervenção diária das 10 famílias diretamente envolvidas com o plantio de diversos itens, a exemplo do milho, alface, cheiro verde, entre outros. Essas produções contribuem com a melhor alimentação dos envolvidos, uma vez que podem utilizar as colheitas para consumo próprio da família e reduzir gastos com supermercado. E, na mesma linha, no aspecto mais mercadológico, tendo em vista que também podem realizar a venda dos produtos plantados. Assim, a horta funciona como um espaço de interação social, autossustento e possibilidade de geração de renda.

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Para Francisca das Chagas, vice-presidente da Associação de Mulheres do Bairro Ilhotas, ao longo dos anos a Associação conquistou vários benefícios para a comunidade, como o asfalto da vila ferroviária, relação direta com projetos que envolvem a crianças vulneráveis, mulheres grávidas, pessoas com problemas com álcool e drogas. Com a horta comunitária, a percepção prática também é de bons frutos para a população. Ela explica, ainda, que há dez anos o terreno também foi utilizado com o mesmo propósito, mas que questões sociais à época causaram interrupção.“A Facid trouxe esse projeto para a comunidade, o que foi muito bom. Trouxeram novas pessoas para fazer parte da horta. Além da ajuda no consumo e renda, só o fato de as pessoas terem o compromisso de sair de suas casas para cuidar das suas plantações, interagirem umas coisas outras, ampliarem o senso de responsabilidade, são ganhos muito bons e importantes para o senso de coletividade”, ressalta.

Aluna do 4º período do curso de Arquitetura e Urbanismo, Isabella Fernanda compartilha que foram realizados “vários ajustes estruturais para que pudéssemos seguir da melhor forma com o projeto. Além disso, fizemos palestras e oficinas que pudessem ajudá-los. A partir dos ajustes, tudo se desenvolveu bem rápido”, pontua. Ela acrescenta que “esse projeto me ajuda na questão profissional, já que nos envolvemos com as pessoas da horta para entender as demandas delas e, dessa forma, fortalecer o aspecto da humanização”, finaliza.

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