Equipe da Paixão de Cristo de Floriano pesquisa figurinos e cenários em Israel

Edição de 2026 do evento será apresentada nos dias 3 e 4 de abril na Cidade Cenográfica de Floriano.
Equipe da Paixão de Cristo de Floriano pesquisa figurinos e cenários em Israel.
Equipe da Paixão de Cristo de Floriano pesquisa figurinos e cenários em Israel. (Foto: Divulgação)

A produção da Paixão de Cristo de Floriano empreendeu uma viagem a Israel com o objetivo de enriquecer os figurinos e cenários do espetáculo. A edição de 2026 do evento, um dos maiores teatros religiosos ao ar livre do mundo, será apresentada nos dias 3 e 4 de abril na Cidade Cenográfica de Floriano. As informações são do g1.

Com uma equipe dedicada à recriação histórica da época de Jesus, a produção visitou lugares emblemáticos como Jerusalém, Caná, Nazaré, Tiberíades e Cafarnaum. As visitas visaram observar vestimentas, cenários e costumes para compor uma encenação visualmente autêntica.

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Além das cidades israelenses, a equipe também esteve no Museu da Moda, em Gramado (RS), para complementar a pesquisa. Segundo o diretor Cesar Crispim, já foram finalizados 70% dos figurinos do elenco principal, e a expectativa é de concluir as roupas dos personagens coadjuvantes até março.

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“Tanto que o figurino de Pilatos tem uma textura e uma cor de pele de ovo, que é uma cor que era muito usada na época”, explicou Crispim.

Os figurinos dos discípulos utilizam tons naturais, criando uma atmosfera histórica. O personagem de Jesus terá cinco figurinos distintos, adequados a momentos significativos da narrativa, como o batismo e a ressurreição. Este ano, a cor terracota, inspirada no barro vermelho, foi escolhida para um dos trajes de Jesus.

Maria Madalena, por sua vez, inicia a encenação com um traje verde, simbolizando sua fase anterior à conversão. Já o figurino de Herodes é marcado por elementos luxuosos, remetendo à riqueza do personagem.

Figurino do diabo propõe reflexão

O figurino do diabo nesta edição chama atenção pela transformação que ocorre em cena. Segundo Crispim, o traje começa com características femininas que se transformam em masculinas, desafiando a percepção sobre a natureza do mal.

“Nós tivemos um pensamento, uma dúvida: o diabo é homem ou é mulher?”, comentou Crispim.

A produção dos figurinos conta com a habilidade dos costureiros John Wesley e Rosa Alves, que têm contribuído com o espetáculo há cerca de 20 anos, além de trabalharem com outros grupos de teatro na região.

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