Colombianos são procurados por esquema de agiotagem em estados do Nordeste

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão das contas dos investigados.
Colombianos são procurados por esquema de agiotagem em estados do Nordeste.
Colombianos são procurados por esquema de agiotagem em estados do Nordeste. (Foto: Divulgação/SSP-PI)

Seis colombianos estão sendo procurados por envolvimento em um esquema de agiotagem descoberto pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Essa ação faz parte da segunda fase da Operação Macondo, uma iniciativa que visa combater atividades criminosas no estado. As informações são do g1.

Os indivíduos identificados são Jhon Alexander Marulanda Castro, Carlos Luis Hernández Sánchez, Yaqueline Alzate Arias (também conhecida como Milena), Marbyo Alves da Costa, Dany Daniel Paredes Daquilema e Ender Yohel Gonzalez Davila. Eles são acusados de integrar uma organização que funcionava como uma "franquia criminosa", com papéis bem definidos para cada membro.

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Na manhã de quinta-feira (05), 14 pessoas foram presas como parte das operações. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão das contas dos investigados, visando congelar ativos possivelmente oriundos das atividades ilegais de agiotagem.

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De acordo com o delegado Matheus Zanatta, da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, os suspeitos atuavam sobre pequenos comerciantes e trabalhadores informais, impondo juros abusivos. "Esses indivíduos fazem parte de uma verdadeira organização criminosa," afirmou Zanatta, destacando a estrutura organizada do grupo, que incluía divisão de tarefas como entrega de dinheiro, empréstimos, cobrança e contabilidade.

A operação também visou reprimir o emprego de violência física e moral contra devedores. A execução das prisões ocorreu em cidades como Teresina, Petrolina, e outros municípios do Piauí, Maranhão e Ceará, onde foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.

A Operação Macondo, ocorrida em 2025, revela um esquema onde colombianos e venezuelanos cobravam dívidas com juros exorbitantes, acima de 30%. Ofereciam empréstimos através de panfletos e aplicavam multas diárias aos devedores.

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