Usina de Floriano deve começar a produzir biodiesel a partir de novembro

Com a reabertura da usina, cerca de 370 empregos serão gerados, entre diretos e indiretos.

Nove anos após o encerramento das atividades, a Usina de Biodiesel de Floriano (PI) está de volta ao mercado. É esperado que com a reabertura, a empresa gere cerca de 70 empregos diretos e a produção alcance 90 milhões de litros por ano.

Em entrevista exclusiva ao Rota 343, o gerente de projetos da empresa, Anderson Langer, explica que um estudo foi realizado e que a expectativa é que além dos empregos diretos, sejam abertas na cidade outras 300 vagas indiretas. Essas oportunidades de trabalho seriam através de serviços terceirizados, como alimentação, transportes, entre outros.

Instalada em uma área de 10 hectares, para voltar ao funcionamento, a empresa receberá investimentos da Unibras no valor de R$ 60 milhões. A expectativa de faturamento anual chega a 400 milhões de reais.

As autorizações que possibilitam que a usina funcione foram publicadas pela ANP no Diário Oficial da União da última sexta-feira (04). Se conseguir atingir a produção esperada, a empresa chegará na 35ª posição do ranking de fabricantes, hoje dividido entre as usinas da Minerva e da Prisma.

Mesmo sem ter tido uma inauguração oficial, a empresa já está em funcionamento e, de acordo com o gerente de projetos, a produção do biodiesel deve ser iniciada na segunda quinzena de novembro.

Foto: Governo do Piauí/Divulgação
Com a reabertura, expectativa é que usina gere 300 empregos indiretos.

De acordo com Anderson, a empresa também passará por algumas modernizações, visto que o processo de fabricação hoje é mais automatizado. Com as mudanças, espera-se haver uma economia na produção.

“O processo hoje é um processo mais moderno, contínuo, automatizado, então as formas de se produzir o biodiesel hoje são diferentes. As matérias primas e os reagentes são mais bem aproveitados, e isso gera uma economia e um diferencial com relação ao custo de produção anterior”, explicou Anderon.

Apesar da indústria ter sido planejada para fabricar o biodiesel a partir da mamona, após assumir a usina, a Unibras usará soja como matéria-prima da produção. O motivo da mudança é que a soja é mais viável, pois tem maior produtividade e competitividade.

A usina, que foi inaugurada em 2004, foi a primeira de grande porte a operar com mamona no Brasil, além de ser considerada a maior do país. No primeiro ano de funcionamento, a Petrobrás recebeu da indústria mais de 10 milhões e 600 mil litros de biodiesel.

Porém, de acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Igor Néri, a mamona produzida na região será aproveitada, sendo inserida em algumas etapas da produção.

Leilão

A empresa participará em breve do leilão da Petrobrás, que acontece bimestralmente. Há um leilão em andamento, mas devido ao atraso em algumas licenças, só será possível que a empresa entre no próximo leilão, de nº 70. O gerente de produção ainda explicou como funciona o leilão.

“As empresas produtoras e autorizadas pela ANP disponibilizam lotes com volumes e preços determinados do biodiesel, e as empresas distribuidoras, como a Shell, Ipiranga e BR irão comprar esses lotes.”